Nesta tarde de Quarta-feira 11 de Julho 2012, o médico hebiatra Dr. Alberto Scofani Mainieri palestrou para os adolescentes dos coletivos Norte, Fernando Ferrari, Santa Rosa e Noroeste no CRAS Noroeste (Cecoflor). O tema da palestra foi Sexualidade e faz parte da semana de mesmo tema do projeto da Cidadania. Como haviam sido feitas perguntas antecipadamente para o médico, ele respondeu a todas no encontro, tirou dúvidas e trouxe muitas novidades, como o uso da camisinha para adolescente e explicou a todos o seu diferencial. Neste agradável encontro, Dr. Alberto deixou a todos bastante confortáveis com a temática e deixou o seu e-mail (adolescenter@terra.com.br) para que todos que quiserem tirar suas dúvidas sobre Sexualidade faça-no diretamente ao médico. Agradecemos a este brilhante profissional que veio lançar importantes luzes nas dúvidas que todos nós temos acerca da sexualidade.
Vejam abaixo as fotos:
O Projovem Adolescente é um programa socioeducativo desenvolvido pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), executado pela Prefeitura de Porto Alegre através da FASC (Fundação de Assistência Social e Cidadania) e entidades Parceiras. O Centro Cultural James Kulisz (Cejak) é a entidade coordenadora e gestora das ações do Projovem Adolescente nas regiões Norte, Noroeste e Leste de Porto Alegre.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Começa o Projeto "Muito Prazer, Cidadania!"
Após terem terminado com sucesso um projeto que teve como temática o Meio Ambiente, agora o novo mergulho dos jovens dos coletivos norte/noroeste é no mundo da Cidadania. O recém iniciado Projeto "Muito Prazer, Cidadania!" tem por objetivo conscientizar os jovens do seu papel de cidadão e da importância do exercício da sua cidadania na sociedade. Várias atividades são previstas para este projeto. Na Oficina de Cultura, os jovens estão elaborando uma Campanha Educativa/Publicitária que visa divulgar temas como DIREITOS DOS JOVENS, SAÚDE, SEXUALIDADE e DROGAS. A veiculação das peças produzidas para esta campanha será feita nos órgãos públicos da Saúde, da Educação e da Assistência dos territórios dos coletivos.
Abaixo, algumas imagens das peças que os jovens estão produzindo para a campanha.
Abaixo, algumas imagens das peças que os jovens estão produzindo para a campanha.
Jovens entrevistam Marli Medeiros no CRAS Norte
Como etapa do Projeto Pedagógico "A Arte no Meio Ambiente: do Lixo ao Luxo", os jovens resolveram elaborar uma série de perguntas para entrevistar a líder comunitária e dirigente do CEA (Centro de Educação Ambiental) Marli Medeiros. Marli é autoridade em reciclagem e consciência ambiental. Sua entidade consta do Centro de Triagem da Vila Pinto (CTVP), o Centro Cultural James Kulisz (CEJAK) e a Creche Vovó Belinha.
Veja abaixo a transcrição feita por Tatiane Tomazzoni:
COMO A SENHORA INICIOU A ATIVIDADE DE RECICLAGEM?
Após vir morar na Vila Pinto e tentar convencer todas as mulheres que não deveriam trabalhar com o trafico de drogas e crimes em geral, chegou uma hora em que as mulheres me perguntaram qual seria a possibilidade de trabalho que não fosse o tráfico ou o crime. Com o meu crescimento fui passando para líder feminina regional, estadual e continental. E com isto o prefeito viu a necessidade de retirar o tráfico de drogas da região da Vila Pinto, colocando infraestrutura dentro da região e com isto criando uma grande inimizade com os traficantes da região. Eu acabei vivendo escondida durante quatro meses, a minha filha sofreu inclusive lesões corporais e isso me fez pensar muito nas minhas atitudes, pois sempre tive boa intenção e inclusive pensei em desistir de tudo isso, uma vez que uma agressão tinha sido feita à ela (a filha). Hoje em dia a Ana Paula (filha) é coordenadora do Centro de Triagem. Ela demorou muito tempo para se recuperar, voltar a estudar, e se estabelecer com a prótese ocular, fazendo de sua vida um grande exemplo. É um grande orgulho para mim e uma das grandes causas pelas quais eu trabalho com isto até hoje.
A SENHORA ACHA ENTÃO QUE O SEU TRABALHO FOI UM MARCO PARA INTERROMPER O TRAFICO?
Sim, com certeza foi um marco. Os homens traficantes não estavam esperando e nem estão acostumados com uma liderança destas. Temos uma formalidade muito grande com a convivência dentro da vila e os próprios me respeitam muito. Principalmente com a veiculação do Globo Repórter. Apesar de que tem muitos que obedecem a pai e mãe, muitos educam muito bem seus filhos, tentando lhes deixar um legado melhor do que os deles mesmos. O trabalho em geral foi um marco não somente para o tráfico. Quantas vezes se abre o jornal e se vê noticias de roubos, mortes e assaltos em geral... Não somente com o tráfico houve mudanças, mas na comunidade em geral. Todo mundo cuida de todo mundo. Cuidando desde coisas simples como a estrutura do local que utilizam.
COMO SENHORA FAZ PARA ADMINISTRAR TODO ESSE PROJETO
Eu não trabalho sozinha: hoje em dia somos todos uma equipe com a maioria formada em nível superior. Muitas coordenações, em diversas áreas. Cada um responsável por um setor separadamente. Chega ser covardia dizer que eu coordeno sozinha, pois sempre existe uma coordenação em cada local.
COMO QUE A SENHORA ACHAVA QUE IA DAR TAO CERTO ANTES MESMO DE INICIAR TUDO?
O projeto foi escrito, e me reuni com diversas pessoas, desde as lideranças femininas e sempre me reuni com muitas pessoas; passo minha idéia e as pessoas envolvidas passam isso adiante. Eu tive isto durante toda a vida, leio o Estatuto e vejo que estou cumprindo tudo o que foi escrito há mais de 20 anos atrás. Hoje em dia se trabalha sempre querendo que as coisas dêem certo e acredito que quando nos aproximamos de pessoas do bem as coisas dão certo. Eu sempre quis uma vila diferente para as minhas filhas e com isso automaticamente acabei melhorando uma vila para muitas pessoas. Acabei trabalhando para toda a comunidade e não somente para as minhas filhas. Um vez em Mar Del Prata, acabei ouvindo uma idéia de como se alimentar do lixo -não necessariamente comer o lixo - mas utilizar o lixo para produzir dinheiro. Eu quis fazer a diferença. Com certeza não vou resolver todos os problemas da comunidade, mas alguma coisa eu vou fazer: o que estiver ao meu alcance. Não vou ficar apenas deixando as coisas passarem e não fazer nada. E pensando no trabalho em equipe hoje em dia no Cejak eu tenho muitas pessoas me auxiliando, e querendo fazer as coisas melhorarem e mudar, e com isso certamente se vai para frente. Este trabalho eu não faço para ganhar dinheiro, porque hoje em dia com o meu conhecimento dentro da cidade eu poderia perfeitamente trabalhar em um gabinete de vereador ganhando muito mais do que eu ganho atualmente.
A SENHORA JÁ VEIO PARA PORTO ALEGRE COM A IDÉIA DE FAZER TUDO O QUE FEZ?
Na minha vida toda sempre fui buscando coisas melhores. Já fui faxineira, sempre procurei emprego qualquer que fosse. Com a minha filha mais velha já nascida, acabei procurando algo que me sustentasse. Me ofereceram um trabalho de copeira ou de cuidar cachorro. Acabei ficando famosa dentro da cidade como a mulher que saía de casa com a “Laica” (cachorra do médico). Passeava com a Laica, dava água, sentava na praça esperando o horário de voltar para casa. Laica era uma cachorra como se fosse filha do casal, e eu recebia muito bem para cuidar dela. Um dia eu estava sentada na praça e apareceu um parente dos Fagundes e me perguntou o que eu fazia na praça. Me contando que estava chegando um banco em Alegrete e com isso me convidou para trabalhar no Bradesco, servindo café. Um banco novo, que estava surgindo na cidade do Alegrete. O que eu fazia? Fazia o melhor café que eu podia e sempre me comunicando com os chefes, sempre prestando atenção nas suas preferências, agradando a todos e prestando atenção. Com isso acabou sendo muito requisitada. Com isso comecei a me infiltrar e aprender com um colega Danilo, como se fazia as fichas e como fazer o trabalho dele. Um dia o Danilo não pode aparecer e com isso acabei trabalhando no lugar do Danilo. O gerente lhe deu a oportunidade de acertar todas as fichas, e com isso iria lhe promover de posto. No dia seguinte acabei virando bancária. Eu sempre fui comunicativa, analisando as pessoas, em todos os detalhes, acabei fazendo amizades e amizades, ate que um dia falei-lhes que tinha o sonho de vir morar em porto alegre.
Quando um dia o médico me contou que estava doente e viria morar em Porto Alegre e me deu uma oportunidade de ser porteira de um prédio aqui em porto alegre.
Com isso acabei pedindo as contas no banco, e me mudei para Porto Alegre. Meu marido era porteiro do prédio, e eu faxineira no bairro Bom Fim.
No inicio muitas mudanças, as pessoas não se cumprimentavam, não se falavam, e acabei conquistando todas as pessoas. Com isso acabei conhecendo uma engenheira da Caixa Econômica Federal que estava construindo as casas da Vila Pinto. Fui para a vila pinto em 1976.
EU GOSTARIA DE SABER SE A SENHORA SE ARREPENDE DE ALGO QUE AINDA NÃO REALIZOU NO CEJAK.
Tudo eu queria fazer eu ainda quero e ainda vou conseguir.
COMO A SENHORA SE VÊ HOJE?
Eu me vejo hoje como uma pessoa que pode dar conselhos principalmente de caminhos que devem ou não ser seguidos. Quisera eu com dezesseis anos tivesse alguém para me dar estes tipos de conselhos.
QUEM MAIS LHE APOIOU NESSE PROJETO TODO?
Minha família.
PORQUE A SENHORA ESCOLHEU ESSA PROFISSAO?
Eu não escolhi essa profissão, eu queria cantar, era meu sonho. Mas eu vi que naquele momento as mulheres acabaram me abrindo os olhos e vi que tudo aquilo que eu havia planejado eu tinha que colocar em prática (era a minha meta) e para isso tive que fazer uma curva. E com isso fui aprender o que era o lixão, o que se produzia, coloquei um lixo no saco e fiquei com o saco guardado durante 10 dias para ver o que acontecia, depois 20 dias para ver o que acontecia. Hoje em dia sou uma ambientalista. Sou uma médica do planeta; eu vejo o que está acontecendo no planeta.
QUANDO A SENHORA TEVE A IDÉIA DE CRIAR O CEJAK?
Na verdade a gente criou um galpão de reciclagem primeiro, as mulheres foram trabalhar e nisso eu consegui uma parceria com o SESI e as mulheres ganharam cesta- básica para aprender o trabalho. Mas as mesmas mulheres acabaram se preocupando porque os seus filhos estavam vulneráveis ao trafico. Com um prêmio em dinheiro acabamos pensando na ideia de fazer um local para abrigar os filhos destas mulheres. Um espaço onde os filhos das mulheres passariam os dias enquanto suas mães estavam trabalhando. Na época a Beatriz Kulisz trabalhava no gabinete do prefeito da cidade e o seu cunhado acabou lhe ajudando na construção da obra, conseguindo parceria para construir o Cejak. Foi uma coisa que acabou acontecendo com a parceria de muitos empresários.
COM QUEM A SENHORA MORA?
Eu moro quase que em uma comunidade. Moro com todos os meus filhos e netos.
Me casei três vezes; esse é o meu terceiro casamento - e último!
PARA QUE SERVE O CENTRO DE TRIAGEM E QUAIS BENEFICIOS ELE TRAZ PARA A COMUNIDADE?
Hoje em dia a triagem traz muitos benefícios para a comunidade, temos muitos trabalhos de atendimento. As crianças começam a ser atendidas recém-nascidas na Vovó Belinha, passando para o SASE, depois para o PROJOVEM.
Hoje em dia ninguém pode dizer que não tem opção, não tem opção quem não quer, porque com todas estas possibilidades as crianças e jovens estão muito bem amparadas.
Veja abaixo a transcrição feita por Tatiane Tomazzoni:
COMO A SENHORA INICIOU A ATIVIDADE DE RECICLAGEM?
Após vir morar na Vila Pinto e tentar convencer todas as mulheres que não deveriam trabalhar com o trafico de drogas e crimes em geral, chegou uma hora em que as mulheres me perguntaram qual seria a possibilidade de trabalho que não fosse o tráfico ou o crime. Com o meu crescimento fui passando para líder feminina regional, estadual e continental. E com isto o prefeito viu a necessidade de retirar o tráfico de drogas da região da Vila Pinto, colocando infraestrutura dentro da região e com isto criando uma grande inimizade com os traficantes da região. Eu acabei vivendo escondida durante quatro meses, a minha filha sofreu inclusive lesões corporais e isso me fez pensar muito nas minhas atitudes, pois sempre tive boa intenção e inclusive pensei em desistir de tudo isso, uma vez que uma agressão tinha sido feita à ela (a filha). Hoje em dia a Ana Paula (filha) é coordenadora do Centro de Triagem. Ela demorou muito tempo para se recuperar, voltar a estudar, e se estabelecer com a prótese ocular, fazendo de sua vida um grande exemplo. É um grande orgulho para mim e uma das grandes causas pelas quais eu trabalho com isto até hoje.
A SENHORA ACHA ENTÃO QUE O SEU TRABALHO FOI UM MARCO PARA INTERROMPER O TRAFICO?
Sim, com certeza foi um marco. Os homens traficantes não estavam esperando e nem estão acostumados com uma liderança destas. Temos uma formalidade muito grande com a convivência dentro da vila e os próprios me respeitam muito. Principalmente com a veiculação do Globo Repórter. Apesar de que tem muitos que obedecem a pai e mãe, muitos educam muito bem seus filhos, tentando lhes deixar um legado melhor do que os deles mesmos. O trabalho em geral foi um marco não somente para o tráfico. Quantas vezes se abre o jornal e se vê noticias de roubos, mortes e assaltos em geral... Não somente com o tráfico houve mudanças, mas na comunidade em geral. Todo mundo cuida de todo mundo. Cuidando desde coisas simples como a estrutura do local que utilizam.
COMO SENHORA FAZ PARA ADMINISTRAR TODO ESSE PROJETO
Eu não trabalho sozinha: hoje em dia somos todos uma equipe com a maioria formada em nível superior. Muitas coordenações, em diversas áreas. Cada um responsável por um setor separadamente. Chega ser covardia dizer que eu coordeno sozinha, pois sempre existe uma coordenação em cada local.
COMO QUE A SENHORA ACHAVA QUE IA DAR TAO CERTO ANTES MESMO DE INICIAR TUDO?
O projeto foi escrito, e me reuni com diversas pessoas, desde as lideranças femininas e sempre me reuni com muitas pessoas; passo minha idéia e as pessoas envolvidas passam isso adiante. Eu tive isto durante toda a vida, leio o Estatuto e vejo que estou cumprindo tudo o que foi escrito há mais de 20 anos atrás. Hoje em dia se trabalha sempre querendo que as coisas dêem certo e acredito que quando nos aproximamos de pessoas do bem as coisas dão certo. Eu sempre quis uma vila diferente para as minhas filhas e com isso automaticamente acabei melhorando uma vila para muitas pessoas. Acabei trabalhando para toda a comunidade e não somente para as minhas filhas. Um vez em Mar Del Prata, acabei ouvindo uma idéia de como se alimentar do lixo -não necessariamente comer o lixo - mas utilizar o lixo para produzir dinheiro. Eu quis fazer a diferença. Com certeza não vou resolver todos os problemas da comunidade, mas alguma coisa eu vou fazer: o que estiver ao meu alcance. Não vou ficar apenas deixando as coisas passarem e não fazer nada. E pensando no trabalho em equipe hoje em dia no Cejak eu tenho muitas pessoas me auxiliando, e querendo fazer as coisas melhorarem e mudar, e com isso certamente se vai para frente. Este trabalho eu não faço para ganhar dinheiro, porque hoje em dia com o meu conhecimento dentro da cidade eu poderia perfeitamente trabalhar em um gabinete de vereador ganhando muito mais do que eu ganho atualmente.
A SENHORA JÁ VEIO PARA PORTO ALEGRE COM A IDÉIA DE FAZER TUDO O QUE FEZ?
Na minha vida toda sempre fui buscando coisas melhores. Já fui faxineira, sempre procurei emprego qualquer que fosse. Com a minha filha mais velha já nascida, acabei procurando algo que me sustentasse. Me ofereceram um trabalho de copeira ou de cuidar cachorro. Acabei ficando famosa dentro da cidade como a mulher que saía de casa com a “Laica” (cachorra do médico). Passeava com a Laica, dava água, sentava na praça esperando o horário de voltar para casa. Laica era uma cachorra como se fosse filha do casal, e eu recebia muito bem para cuidar dela. Um dia eu estava sentada na praça e apareceu um parente dos Fagundes e me perguntou o que eu fazia na praça. Me contando que estava chegando um banco em Alegrete e com isso me convidou para trabalhar no Bradesco, servindo café. Um banco novo, que estava surgindo na cidade do Alegrete. O que eu fazia? Fazia o melhor café que eu podia e sempre me comunicando com os chefes, sempre prestando atenção nas suas preferências, agradando a todos e prestando atenção. Com isso acabou sendo muito requisitada. Com isso comecei a me infiltrar e aprender com um colega Danilo, como se fazia as fichas e como fazer o trabalho dele. Um dia o Danilo não pode aparecer e com isso acabei trabalhando no lugar do Danilo. O gerente lhe deu a oportunidade de acertar todas as fichas, e com isso iria lhe promover de posto. No dia seguinte acabei virando bancária. Eu sempre fui comunicativa, analisando as pessoas, em todos os detalhes, acabei fazendo amizades e amizades, ate que um dia falei-lhes que tinha o sonho de vir morar em porto alegre.
Quando um dia o médico me contou que estava doente e viria morar em Porto Alegre e me deu uma oportunidade de ser porteira de um prédio aqui em porto alegre.
Com isso acabei pedindo as contas no banco, e me mudei para Porto Alegre. Meu marido era porteiro do prédio, e eu faxineira no bairro Bom Fim.
No inicio muitas mudanças, as pessoas não se cumprimentavam, não se falavam, e acabei conquistando todas as pessoas. Com isso acabei conhecendo uma engenheira da Caixa Econômica Federal que estava construindo as casas da Vila Pinto. Fui para a vila pinto em 1976.
EU GOSTARIA DE SABER SE A SENHORA SE ARREPENDE DE ALGO QUE AINDA NÃO REALIZOU NO CEJAK.
Tudo eu queria fazer eu ainda quero e ainda vou conseguir.
COMO A SENHORA SE VÊ HOJE?
Eu me vejo hoje como uma pessoa que pode dar conselhos principalmente de caminhos que devem ou não ser seguidos. Quisera eu com dezesseis anos tivesse alguém para me dar estes tipos de conselhos.
QUEM MAIS LHE APOIOU NESSE PROJETO TODO?
Minha família.
PORQUE A SENHORA ESCOLHEU ESSA PROFISSAO?
Eu não escolhi essa profissão, eu queria cantar, era meu sonho. Mas eu vi que naquele momento as mulheres acabaram me abrindo os olhos e vi que tudo aquilo que eu havia planejado eu tinha que colocar em prática (era a minha meta) e para isso tive que fazer uma curva. E com isso fui aprender o que era o lixão, o que se produzia, coloquei um lixo no saco e fiquei com o saco guardado durante 10 dias para ver o que acontecia, depois 20 dias para ver o que acontecia. Hoje em dia sou uma ambientalista. Sou uma médica do planeta; eu vejo o que está acontecendo no planeta.
QUANDO A SENHORA TEVE A IDÉIA DE CRIAR O CEJAK?
Na verdade a gente criou um galpão de reciclagem primeiro, as mulheres foram trabalhar e nisso eu consegui uma parceria com o SESI e as mulheres ganharam cesta- básica para aprender o trabalho. Mas as mesmas mulheres acabaram se preocupando porque os seus filhos estavam vulneráveis ao trafico. Com um prêmio em dinheiro acabamos pensando na ideia de fazer um local para abrigar os filhos destas mulheres. Um espaço onde os filhos das mulheres passariam os dias enquanto suas mães estavam trabalhando. Na época a Beatriz Kulisz trabalhava no gabinete do prefeito da cidade e o seu cunhado acabou lhe ajudando na construção da obra, conseguindo parceria para construir o Cejak. Foi uma coisa que acabou acontecendo com a parceria de muitos empresários.
COM QUEM A SENHORA MORA?
Eu moro quase que em uma comunidade. Moro com todos os meus filhos e netos.
Me casei três vezes; esse é o meu terceiro casamento - e último!
PARA QUE SERVE O CENTRO DE TRIAGEM E QUAIS BENEFICIOS ELE TRAZ PARA A COMUNIDADE?
Hoje em dia a triagem traz muitos benefícios para a comunidade, temos muitos trabalhos de atendimento. As crianças começam a ser atendidas recém-nascidas na Vovó Belinha, passando para o SASE, depois para o PROJOVEM.
Hoje em dia ninguém pode dizer que não tem opção, não tem opção quem não quer, porque com todas estas possibilidades as crianças e jovens estão muito bem amparadas.
Jovens criam escultura com material retirado do lixo
Para concluir o Projeto "A Arte no Meio Ambiente: do Lixo ao Luxo", os adolescentes do Projovem participaram da atividade de construção de uma escultura feita com material retirado do lixo. Foram usados dois manequins (masculino e feminino) trabalhados de maneiras diferentes pelos jovens dos CRAS Norte e Noroeste. A Oficina, conduzida pelo Orientador Social André Teixeira foi realizada no CRAS Norte na sexta 01 de Junho/2012.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Adolescentes do CRAS Noroeste coletam lixo no Território
Quinta-feira 24/Maio/2012 a Orientadora Social Patrícia Souza fez com os adolescentes uma atividade de coleta de lixo nas redondezas do CRAS Noroeste. O objetivo é que os objetos coletados sirvam de material para ser usado na atividade conclusiva do Projeto "A Arte no Meio Ambiente: do Lixo ao Luxo".
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Oficina de Artes: Rene Magritte e o Meio Ambiente
Ainda nas atividades do Projeto "A arte no meio ambiente:
o lixo e o luxo", esta terça-feira 29/Maio foi vez de os adolescentes
do CRAS Noroeste conhecerem a obra do pintor belga Rene Magritte
(1898/1967). Após a visualização foram escolhidos os quadros "A Grande
Família", "A Promessa" e "Invenção Coletiva" para ser feita uma releitura deles
dialogando com o tema MEIO AMBIENTE. As técnicas foram colagem (revistas
tiradas do lixo), pintura com têmpera e pintura com colas colorida e
glitter.
Clipagem da Exposição na Imprensa
Abaixo, todas as matérias sobre a Exposição Relendo De Chirico que saíram na imprensa (jornal e internet).
domingo, 27 de maio de 2012
Usina do Papel vai ao CRAS Norte
Quinta 24 foi dia da palestra de Celina Cabrales e Mariana, da Usina do Papel para os jovens do coletivo CRAS Norte. Foi sobre Papel Reciclado e geração de renda e emprego.
Oficina de Papel Reciclado no CRAS Noroeste
O coletivo de jovens do CRAS Noroeste executou na prática como é fazer papel reciclado nesta terça 22/maio . A palestra de Celina Cabrales, da Usina do papel na semana passada, serviu de base. Veja as fotos:
sábado, 19 de maio de 2012
TV Assembléia Faz Matéria Sobre a Exposição
A noite de abertura da Exposição "Relendo De Chirico" teve gravação de reportagem da TV Assembléia. Abaixo, o vídeo da matéria. Clique no botão FULL SCREEN para assistí-lo em tela inteira.
Créditos: TV Assembléia.
Créditos: TV Assembléia.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Oficina de Papel Reciclado no CRAS Norte
Um dia, palestra sobre papel reciclado. No outro, dia de mão à obra! Pois bem, hoje no CRAS NORTE o Facilitador Cultural Fernando literalmente propôs aos jovens do PA que pusessem a mão na massa para fazer papel reciclado e eles fizeram além do esperado. O papel usado foi tirado do lixo para virar papel de carta, envelopes, cadernos etc. Esta atividade faz parte do Projeto "A arte no Meio Ambiente: do Lixo ao Luxo".
Abaixo, fotos da oficina.
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